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Brasília sem voo direto para os Estados Unidos: o que muda para a sua empresa

Por Danilo Cardoso, sócio fundador da DF Destinos e Viagens · · atualizado em 2 de novembro de 2026 · 8 min de leitura

A partir de fevereiro de 2027, Brasília deixa de ter voo direto para Miami, Orlando e Buenos Aires, e fica sem ligação direta com os Estados Unidos pela primeira vez desde 2009. Quem já tem passagem para depois disso pode escolher, pela regra da ANAC, entre reacomodação e reembolso integral quando o horário muda mais de uma hora e ele não concorda. Para a empresa, a viagem a trabalho para os Estados Unidos passa a ter conexão, e onde conectar muda o preço, o tempo e o risco.

Abaixo, o que muda, quanta gente voava nessas rotas, o direito de quem já comprou e como montar a viagem com conexão.

O que muda e a partir de quando

Segundo matéria do G1 de 26 de outubro de 2026, a companhia que operava as rotas vai encerrar os voos de Brasília para Miami, Orlando e Buenos Aires a partir de fevereiro de 2027, como parte de uma readequação da malha. A informação foi confirmada pela Inframerica, a concessionária do aeroporto. A matéria não traz a data exata de fim de cada rota, e a companhia não informou previsão de retorno.

Com isso, segundo a Inframerica, Brasília fica sem voo direto para os Estados Unidos, o que não acontecia desde 2009, e o número de destinos internacionais com voo direto cai de nove para cinco. A conta inclui a rota para Cancún, que já tinha sido encerrada em agosto de 2026. Ficam estes destinos:

  • Lisboa, em Portugal;
  • Cidade do Panamá, no Panamá;
  • Santiago, no Chile;
  • Lima, no Peru;
  • Bogotá, na Colômbia.

A companhia disse ao G1 que vai continuar oferecendo opções aos clientes por meio de voos com conexão ou em parceria com outras companhias aéreas.

Quanta gente voava nessas rotas

Calculamos o movimento de 2025 a partir dos Dados Estatísticos do Transporte Aéreo da ANAC, na versão atualizada em 26 de outubro de 2026. Contamos os passageiros pagos dos voos que saíram de Brasília para cada cidade, regulares e não regulares, só no sentido de ida.

Passageiros pagos em voos diretos saindo de Brasília em 2025, segundo a ANAC
DestinoPassageiros pagos
Miami70.850
Orlando67.065
Buenos Aires (Aeroparque e Ezeiza)45.371
Total das três cidades183.286

Quase todos esses passageiros, 98,8%, voaram nas rotas que agora acabam; o restante foi em voos ocasionais de outras companhias. No mesmo ano, todos os voos internacionais que saíram de Brasília levaram 440.311 passageiros pagos. As três cidades somaram 41,6% desse total. Ou seja, mais de quatro em cada dez passageiros pagos que embarcaram em Brasília num voo internacional direto iam para Miami, Orlando ou Buenos Aires.

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Por que as rotas acabam

A Inframerica e a companhia apontam o aumento do custo do querosene de aviação. Ao G1, a companhia disse que o combustível representa cerca de 40% dos seus custos operacionais.

O dado oficial confirma a pressão. Segundo a ANAC, em setembro de 2026 o querosene de aviação custou em média R$ 5,66 por litro, 54,4% a mais que em setembro de 2025, em valores atualizados pelo IPCA. Para ver como isso aparece no preço da passagem, leia o que mostra o IPCA da passagem aérea em setembro.

Quem já tem passagem para depois de fevereiro

Quando a companhia muda de forma programada o horário ou o itinerário de um voo já vendido, vale o artigo 12 da Resolução 400/2016 da ANAC. A regra tem três pontos:

  • Aviso prévio. A alteração tem de ser informada ao passageiro com antecedência mínima de 72 horas.
  • Escolha do passageiro. Se o aviso vier com menos de 72 horas, ou se o horário de partida ou de chegada mudar mais de 30 minutos no voo doméstico ou mais de uma hora no internacional e o passageiro não concordar com o novo horário, a companhia tem de oferecer a escolha entre reacomodação e reembolso integral, e quem escolhe é o passageiro.
  • Falha no aviso. Se o passageiro for ao aeroporto porque não foi informado, a companhia deve dar assistência material e oferecer reacomodação, reembolso integral ou outro meio de transporte, à escolha dele.

Pelo artigo 29 da mesma resolução, o reembolso deve sair em até sete dias, contados do pedido do passageiro.

A Resolução 813/2026, em vigor desde 26 de outubro de 2026, alterou os artigos 20, 26 e 27 e acrescentou quatro artigos novos. O artigo 12 não foi alterado, então a regra acima segue valendo. O que mudou para atrasos e cancelamentos está no artigo voo atrasado ou cancelado na viagem a trabalho.

Antes de aceitar a reacomodação com conexão, compare o novo horário de chegada com o compromisso. Se não servir, peça o reembolso e emita de novo pelo caminho que fizer mais sentido.

Como fica a viagem a trabalho para os Estados Unidos

Saindo de Brasília, a conexão passa a ser obrigatória. Há dois caminhos. O primeiro é um voo doméstico até outro aeroporto brasileiro com voo para os Estados Unidos: pelos dados da ANAC, de janeiro a setembro de 2026 houve voos regulares para cidades americanas saindo de Guarulhos, em São Paulo, do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Viracopos, em Campinas. O segundo é sair de Brasília num dos voos internacionais que ficam e conectar numa cidade da América do Sul ou da América Central. Quais combinações existem em cada data, e com que horários, a cotação mostra.

É aqui que a engenharia tarifária pesa. Quando a conexão é obrigatória, o ponto de conexão e a forma de combinar os trechos mudam o preço total da mesma viagem. A conexão forçada é um dos recursos da combinação tarifária. Explicamos as cinco frentes da engenharia tarifária no artigo como a sua empresa pode pagar menos em passagem aérea.

Três cuidados para a viagem com conexão não comprometer o trabalho:

  1. Folga entre os voos. Conexão curta barateia a passagem e aumenta o risco de perder o voo seguinte. Para reunião marcada, prefira chegar com margem antes do compromisso.
  2. Bagagem. Antes de emitir, confirme com quem emite como a mala despachada segue em cada conexão. Se ela não chegar, veja o que fazer no artigo bagagem extraviada na viagem a trabalho.
  3. Documentos. Segundo a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o estrangeiro geralmente precisa de visto americano no passaporte, a entrevista é agendada na Embaixada ou num Consulado do país de residência ou de nacionalidade, e a taxa do visto não é reembolsável. Se a conexão for em outro país, confira também as exigências dele. Sobre o passaporte, veja como tirar e qual a validade.

E a viagem a Buenos Aires

Segundo o G1, em maio de 2025 a rota passou de cinco para sete voos semanais, com voos diários para o Aeroparque e para Ezeiza e cerca de quatro horas de viagem. Sem ela, a viagem a trabalho para Buenos Aires também passa a ter conexão. Pelos dados da ANAC, de janeiro a setembro de 2026 houve voos regulares para os dois aeroportos de Buenos Aires saindo de Guarulhos e do Galeão.

Como a DF Destinos ajuda

Mande pelo WhatsApp (61) 99681-1325 a rota e as datas da próxima viagem para os Estados Unidos ou para Buenos Aires. Cotamos as conexões possíveis com engenharia tarifária e mostramos as opções lado a lado, com horário de chegada e regra da tarifa. Na pior hipótese, a sua empresa paga o preço da companhia aérea, com o nosso suporte, sem mensalidade e sem fee.

Enquanto o seu time estiver viajando, tem plantão de viagem para acompanhar as conexões e buscar alternativa se algo mudar. E temos suporte jurídico gratuito, com advogado especialista em direito aéreo, para a empresa e para o passageiro, inclusive para quem já tem passagem numa das rotas que acabam. Veja como funciona na página de viagens corporativas ou peça o diagnóstico grátis.

Fontes oficiais consultadas em outubro de 2026

Perguntas frequentes

A partir de quando Brasília fica sem voo direto para os Estados Unidos?

Segundo o G1, a partir de fevereiro de 2027, quando a companhia que operava as rotas encerra os voos para Miami, Orlando e Buenos Aires. A matéria não informa a data exata de fim de cada rota.

Quais destinos internacionais continuam com voo direto de Brasília?

Segundo a Inframerica, ficam cinco: Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Lima e Bogotá.

Tenho passagem direta para Miami, Orlando ou Buenos Aires depois de fevereiro. O que posso pedir?

Pelo artigo 12 da Resolução 400 da ANAC, se o horário de partida ou de chegada mudar mais de uma hora no voo internacional e você não concordar, a companhia tem de oferecer a escolha entre reacomodação e reembolso integral, e quem escolhe é você.

Em quanto tempo sai o reembolso?

Pelo artigo 29 da Resolução 400 da ANAC, em até sete dias, contados do pedido do passageiro, respeitando o meio de pagamento usado na compra.

Por que as rotas foram canceladas?

A companhia e a Inframerica apontam o custo do querosene de aviação. Segundo a ANAC, em setembro de 2026 ele custou em média R$ 5,66 por litro, 54,4% a mais que um ano antes.

Como a DF Destinos ajuda a escolher a conexão?

Mande a rota e as datas pelo WhatsApp. Cotamos as conexões possíveis com engenharia tarifária e, na pior hipótese, a sua empresa paga o preço da companhia, com o nosso suporte, plantão de viagem e suporte jurídico gratuito.

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